terça-feira, 24 de março de 2015

PROFESSORES DO ESTADO DE SÃO PAULO UNI-VOS!!!!


CARTA ABERTA AOS PAIS E ALUNOS DA EE. PROF. ODAIR PACHECO PEDROSO

           Neste momento os professores paulistas estão em greve e nós, ALGUNS professores desta escola decidimos continuar em GREVE que foi decretada dia 13 de março de 2015, pois a EDUCAÇÃO precisa urgentemente ser PRIORIDADE, não apenas no discurso. Temos que informar a todos que, neste ano, Alckmin fechou mais de 3.120 classes (levantamento parcial em 65 regiões) e superlotou salas de aula com até 55 alunos (ensino regular). Ele cortou verbas das escolas, onde faltam desde materiais didático-pedagógicos até papel higiênico. Reduziu o número de coordenadores pedagógicos, piorando a qualidade do ensino. Não há verba para manutenção das unidades escolares e em muitas delas os banheiros não podem ser usados por falta d´água.
Entenda, os professores da rede pública de ensino, os professores do filho do TRABALHADOR, dos pobres. É importante avisar, pois há duas semanas com essa greve e é como se ela não existisse para os meios de comunicação. A exceção foi o SPTV que trouxe um editorial colocando que o problema da educação paulista e do TRÂNSITO é o professor em greve. Irresponsáveis e relapsos professores. Até aqui nenhuma novidade, típica e alinhada visão de uma emissora conservadora “servidora” de um governo igualmente conservador do PSDB. Os pobres são responsáveis pela pobreza, os doentes pela doença, os desvalidos pela própria existência. No mais é silêncio.
Sendo a educação algo tão importante, os professores são os mais novos integrantes da classe dos não-pessoas, existem, mas não são notados.
            Estamos em luta para garantir a qualidade de ensino do seu filho, somos contra a promoção automática e a favor da valorização e esforço do seu filho, queremos dignidade nas condições de trabalho e isso também significa, aplicação da Lei do Piso que rege a nossa jornada de trabalho. É uma vergonha! Precisamos esclarecer à população que os professores querem condições de trabalho, querem o desmembramento das salas superlotadas, querem condições de ensino-aprendizagem para os estudantes. Querem respeito, e querem a equiparação salarial com os demais profissionais com formação de nível superior, como determina o Plano Nacional de Educação.
A "mais-valia" nas relações entre o estado e os professores não concursados está instaurada há anos, alguns desses professores (professoras na sua maioria) estão a mais de 15 anos prestando serviços em caráter temporário, outros tantos em QUARENTENA ou DUZENTENA. Perceba que quase nada foi investido no desenvolvimento profissional desses professores.
Pois bem, agora os que estão em QUARENTENA ou DUZENTENA são descartados como laranjas chupadas para serem substituídas por quem? Cadê esse “exército da salvação” que o governador julga ter para nos substituir? E se houver, esse “sangue novo” será sugado até o momento de novo descarte.
A isso chama-se exploração e o governo PSDB está chamando de melhoria no ensino. Há nitidamente uma visão utilitarista da educação, típica de economistas. Nessa visão, a meta da educação é treinar para o mercado de trabalho.. As avaliações externas se inserem nessa linha de educação-função de mercado. A linha tradicional do que já foi um bom sistema de educação pública (do Estado de São Paulo) era muito mais ampla, a educação vista como preparação não só para o mercado de trabalho mas também para a cidadania, a educação vista como a tarefa mais alta do Estado.
No rastro dessa visão economicista destrói-se um sistema bastante bom, bem lembrado por aqueles hoje com 60 anos que cursaram bons cursos primários e excelentes Ginásios do Estado, melhores que a maioria das escolas privadas da época. Esse nível de excelência era assegurado por disciplina, prestigio dado aos professores, boa gestão do sistema. Os salários eram melhores do que hoje mas nunca foram excepcionais.
Realmente, a sucessão de maus administradores na educação paulista parece ter sido a causa principal. Vale lembrar que o sr. Covas “geriu bem as finanças” mas demitiu toda a guarda das escolas públicas, a cargo do extinto Baneser. Fomentou-se, aí, a violência intraescolar, seguida da indisciplina destrutiva que hoje corrói por dentro as escolas paulistas.
O que o Governador nos oferece? NADA! Reajuste ZERO!! NÃO ABRE NEGOCIAÇÃO!! Não aceitamos. Por todos esses motivos, estamos em greve. Estamos lutando pela valorização do nosso trabalho, por emprego, salário, condições de trabalho e água para todos. Lutamos, principalmente, pela melhoria da educação pública estadual. Não vamos nos intimidar. A luta pela qualidade da educação interessa a toda a sociedade. Quanto antes nos unirmos, menos tempo de greve teremos e mais sucesso alcançaremos. Una-se a nós!!!
Senhores pais, não nos deixem sozinhos nessa luta, pois estamos nos mobilizando pelos direitos de seus filhos. Queridos alunos, juntem-se a nós nessa empreitada, pois a sua luta sempre foi a nossa. No dia 2 de abril de 2015, no Vão Livre do MASP haverá uma assembleia estadual às 14h para tratar dos temas que aqui explicitamos, VENHA REIVINDICAR CONOSCO OS SEUS E OS NOSSOS DIREITOS!

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A diferença entre o que se diz e o que se faz não satisfaz!!

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Teoria e prática

Teoria e prática

"É preciso diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, até que num dado momento

"É preciso diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, até que num dado momento
a tua fala seja a tua prática." (Paulo Freire)

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