sábado, 28 de março de 2015

O PORQUÊ DA GREVE




                                               Dias sim, dias não, mais me surpreendo com a Humanidade: uns vêm me inquirir o porquê da Greve, intriga-me o questionamento se vier de alguém que não tem o mínimo conhecimento da situação atual da escola pública, muito me assusta, quando vem, de nossos colegas de trabalho, que pisam no mesmo chão da escola, que apenas sujam suas mãos com o giz da escola. Penso, argumento, esbravejo, sou irônica, sou educada, ignoro, enfim, faço de tudo um pouco e hoje conclui que o melhor dos motivos de uma greve é o PIOLHO. Isso mesmo, o piolho, esse inseto parasita horrendo que anda a sugar o sangue das pessoas e reproduz-se rapidamente. Quem sabe, por esse motivo, as pessoas comecem a se informar melhor e a tirar conclusões próprias acerca de um assunto, aqui no nosso caso, a Greve! Ah! Qualquer semelhança com o piolho é mera coincidência.
         Agora, começou a neura do bônus, termo frequentemente utilizado como forma de atrair os consumidores para adquirir determinado produto. Pois bem, pra nós, ainda procuro o verdadeiro benefício de passar um ano inteiro engolindo desaforos: da necessidade de fazer uma prova para se ter o mínimo de aumento, de contratação com nenhuma estabilidade ao professor, de forjar dados de conhecimento, para dar a impressão que todos sabem e por isso merecem ser aprovados, de pajear classes superlotadas, mediar conflitos sociais, emocionais e familiares, servindo de babá a alunos tão mal-educados com pais descompromissados com a escola, para isso costumo dizer: “Não são todos que têm o privilégio de ter babá com nível superior”, sem data–base respeitada, sem cumprimento da lei, além disso e muito mais.
Será que vale a pena fingir que acredita na propaganda enganosa do governo, onde circula na mídia, que esse será o maior bônus da história (para quem acredita em coelhinho da páscoa) e vender-se a um plano neoliberal de desmanche do serviço público, inclusive a educação. Basta! Queremos ótimas condições de trabalho, queremos estar no chão da escola sem um fardo muito pesado a carregar!

Avante colegas, rumo à dignidade de trabalho, rumo a uma educação que garanta a equidade de conhecimento ao filho do trabalhador, a quem quer realmente estudar, digamos NÃO a esse governo que a todo momento quer nos ingrupir com suas falácias!!

quinta-feira, 26 de março de 2015

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL


Linha do tempo de História sobre a PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL, com a professora Cristina e 8ª série A. Muito legal o trabalho, vi talentos sendo revelados, hein!!! Seguem as fotos...


      


       


        


          




      


         


terça-feira, 24 de março de 2015

PROFESSORES DO ESTADO DE SÃO PAULO UNI-VOS!!!!


CARTA ABERTA AOS PAIS E ALUNOS DA EE. PROF. ODAIR PACHECO PEDROSO

           Neste momento os professores paulistas estão em greve e nós, ALGUNS professores desta escola decidimos continuar em GREVE que foi decretada dia 13 de março de 2015, pois a EDUCAÇÃO precisa urgentemente ser PRIORIDADE, não apenas no discurso. Temos que informar a todos que, neste ano, Alckmin fechou mais de 3.120 classes (levantamento parcial em 65 regiões) e superlotou salas de aula com até 55 alunos (ensino regular). Ele cortou verbas das escolas, onde faltam desde materiais didático-pedagógicos até papel higiênico. Reduziu o número de coordenadores pedagógicos, piorando a qualidade do ensino. Não há verba para manutenção das unidades escolares e em muitas delas os banheiros não podem ser usados por falta d´água.
Entenda, os professores da rede pública de ensino, os professores do filho do TRABALHADOR, dos pobres. É importante avisar, pois há duas semanas com essa greve e é como se ela não existisse para os meios de comunicação. A exceção foi o SPTV que trouxe um editorial colocando que o problema da educação paulista e do TRÂNSITO é o professor em greve. Irresponsáveis e relapsos professores. Até aqui nenhuma novidade, típica e alinhada visão de uma emissora conservadora “servidora” de um governo igualmente conservador do PSDB. Os pobres são responsáveis pela pobreza, os doentes pela doença, os desvalidos pela própria existência. No mais é silêncio.
Sendo a educação algo tão importante, os professores são os mais novos integrantes da classe dos não-pessoas, existem, mas não são notados.
            Estamos em luta para garantir a qualidade de ensino do seu filho, somos contra a promoção automática e a favor da valorização e esforço do seu filho, queremos dignidade nas condições de trabalho e isso também significa, aplicação da Lei do Piso que rege a nossa jornada de trabalho. É uma vergonha! Precisamos esclarecer à população que os professores querem condições de trabalho, querem o desmembramento das salas superlotadas, querem condições de ensino-aprendizagem para os estudantes. Querem respeito, e querem a equiparação salarial com os demais profissionais com formação de nível superior, como determina o Plano Nacional de Educação.
A "mais-valia" nas relações entre o estado e os professores não concursados está instaurada há anos, alguns desses professores (professoras na sua maioria) estão a mais de 15 anos prestando serviços em caráter temporário, outros tantos em QUARENTENA ou DUZENTENA. Perceba que quase nada foi investido no desenvolvimento profissional desses professores.
Pois bem, agora os que estão em QUARENTENA ou DUZENTENA são descartados como laranjas chupadas para serem substituídas por quem? Cadê esse “exército da salvação” que o governador julga ter para nos substituir? E se houver, esse “sangue novo” será sugado até o momento de novo descarte.
A isso chama-se exploração e o governo PSDB está chamando de melhoria no ensino. Há nitidamente uma visão utilitarista da educação, típica de economistas. Nessa visão, a meta da educação é treinar para o mercado de trabalho.. As avaliações externas se inserem nessa linha de educação-função de mercado. A linha tradicional do que já foi um bom sistema de educação pública (do Estado de São Paulo) era muito mais ampla, a educação vista como preparação não só para o mercado de trabalho mas também para a cidadania, a educação vista como a tarefa mais alta do Estado.
No rastro dessa visão economicista destrói-se um sistema bastante bom, bem lembrado por aqueles hoje com 60 anos que cursaram bons cursos primários e excelentes Ginásios do Estado, melhores que a maioria das escolas privadas da época. Esse nível de excelência era assegurado por disciplina, prestigio dado aos professores, boa gestão do sistema. Os salários eram melhores do que hoje mas nunca foram excepcionais.
Realmente, a sucessão de maus administradores na educação paulista parece ter sido a causa principal. Vale lembrar que o sr. Covas “geriu bem as finanças” mas demitiu toda a guarda das escolas públicas, a cargo do extinto Baneser. Fomentou-se, aí, a violência intraescolar, seguida da indisciplina destrutiva que hoje corrói por dentro as escolas paulistas.
O que o Governador nos oferece? NADA! Reajuste ZERO!! NÃO ABRE NEGOCIAÇÃO!! Não aceitamos. Por todos esses motivos, estamos em greve. Estamos lutando pela valorização do nosso trabalho, por emprego, salário, condições de trabalho e água para todos. Lutamos, principalmente, pela melhoria da educação pública estadual. Não vamos nos intimidar. A luta pela qualidade da educação interessa a toda a sociedade. Quanto antes nos unirmos, menos tempo de greve teremos e mais sucesso alcançaremos. Una-se a nós!!!
Senhores pais, não nos deixem sozinhos nessa luta, pois estamos nos mobilizando pelos direitos de seus filhos. Queridos alunos, juntem-se a nós nessa empreitada, pois a sua luta sempre foi a nossa. No dia 2 de abril de 2015, no Vão Livre do MASP haverá uma assembleia estadual às 14h para tratar dos temas que aqui explicitamos, VENHA REIVINDICAR CONOSCO OS SEUS E OS NOSSOS DIREITOS!

domingo, 22 de março de 2015

PROFESSORES EM LUTA!! #odairpresente


Muito me orgulhei da Assembleia do dia 20/03/2015, estivemos juntas, bons momentos, momentos de chuva, momentos de luta, e juntas permaneceremos rumo à VITÓRIA, afinal como diz a letra da canção:
"Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
- Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer
E no mundo dizem que são tantos
PROFESSORES como somos nós."


   

 




A diferença entre o que se diz e o que se faz não satisfaz!!

A diferença entre o que se diz e o que se faz não satisfaz!!

Teoria e prática

Teoria e prática

"É preciso diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, até que num dado momento

"É preciso diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, até que num dado momento
a tua fala seja a tua prática." (Paulo Freire)

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